Fronteira Festival
Data do Fronteira Festival / date
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Filmes por Mostra

 

Mostra Especial: Experimentos da Diáspora Africana

A mostra traz um conjunto de poéticas pós-coloniais dos negros sobre si, suas imagens e o mundo. Dentro deste conjunto, está programada a exibição da cópia restaurada de O Lamento do Jazz (The Cry of Jazz, EUA, 1959), clássico do cinema negro norte-americano dirigido por Ed Bland, acompanhado de filmes de Kevin Jerome Everson e Claudrena Harold – dois dos documentaristas mais importantes dos EUA hoje –; entre eles, Como eu Poderia me Atrasar (How Can I Ever Be Late, EUA, 2017), estreia no Brasil; a norte americana de descendência nigeriana Akosua Adoma Owusu, e seu novo trabalho Mahogany Também (2018); e Ephraim Asily, cujo filme anterior Kindah (2016) esteve em competição na terceira edição do Fronteira, retornando nessa agora com seu novo filme Fluid Frontiers (2017), que encerra a sua “diáspora suite” composta por outros quatro filmes.

 

Arsênio Açucarado (Sugarcoated Arsenic)

Claudrena Harold, Kevin Jerome Everson
2014 | 20 min | 16mm | P&B
Sugarcoated Arsenic é uma exploração cinematográfica da vida intelectual, social e política afro-americana na Universidade da Virgínia durante a década de 1970. O filme conta a história de mulheres e homens afro-americanos que, através de seus gestos públicos e privados, procuravam criar uma comunidade amada que prosperasse em troca intelectual, autocrítica e calor humano.

Como eu Poderia me Atrasar (How Can I Ever Be Late)

Claudrena Harold, Kevin Jerome Everson
2017 | 4 min | 16mm | P&B
"How Can I Ever Be Late" usa a chegada de Sly and da Family Stone como ponto de partida: estudantes afro-americanos da Universidade da Virgínia cumprimentaram a banda no aeroporto em 1973.

Fronteiras Fluidas (Fluid Frontiers)

Ephraim Asili
2017 | 23 min | DCP | Colorido
Fluid Frontiers é o quinto e último filme de uma série de filmes que exploram a relação pessoal de Asili com a diáspora africana. Filmado ao longo do Rio Detroit, explora a relação entre os conceitos de resistência e libertação exemplificados pela Underground Railroad, Broadside Press e obras de arte de artistas locais de Detroit.

Mahogany Também (Mahogany Too)

Akosua Adoma Owusu
2018 | 3 min | Super 8/vídeo | Colorido
Inspirado pela distinta imaginação de Nollywood na forma de seqüências, Mahogany Too interpreta o clássico de culto de 1975, Mahogany, um drama romântico infundido pela moda. Estrelando a atriz nigeriana Esosa E., Mahogany Too, examina e revive a icônica representação de Diana Ross de Tracy Chambers, uma mulher afro-americana determinada e enérgica que suporta duras disparidades raciais enquanto busca seus sonhos.

Nós exigimos (We Demand)

Claudrena Harold, Kevin Jerome Everson
2016 | 10 min | DCP | Colorido
We Demand conta a história do movimento anti-guerra do Vietnã a partir da perspectiva de James R. Roebuck, um afro-americano nascido no norte que estudou na Universidade da Virgínia durante o final dos anos 1960 e início dos anos 1970. Durante um período de dez dias de turbulências sem precedentes na Universidade, Roebuck, o primeiro presidente afro-americano do Conselho Estudantil da UVA, enfrentou uma série de desafios políticos e dilemas existenciais.

O Lamento do Jazz (The Cry Of Jazz)

Ed Bland
1959 | 34 min | DCP | P&B
Discussão sobre o jazz e o papel dos afro-americanos nos Estados Unidos. Filme preservado pela Library of Congress.