Fronteira Festival
Data do Fronteira Festival / date
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Filmes por Mostra

 

Competitiva Internacional de Longas-Metragens

Retornam à mostra competitiva do IV Fronteira o norte-americano Chris Gude – melhor filme na primera edição do Fronteira (Mambo Cool, 2014) – e seu novo Mariana (2017); o realizador da Ceilândia, Adirley Queiroz, melhor diretor também na primeira edição, e seu Era Uma Vez Brasília (2017); e a realizadora kwuaitiana baseada nos EUA Basma Al Sharif, que concorreu na segunda edição do festival com o curta O’Persecuted (2015), agora em seu primeiro longa, Ouroboros (2017). Compõem ainda a seleção trabalhos como o do emblemático artista visual chinês Xu Bing, que realiza seu primeio longa com Os Olhos da Libélula (Dragonfly Eyes, 2017) e o novo filme da aclamada realizadora belga Annik Leroy, Tremor (2017). Completam a mostra competitiva de longas Eu Sou o Rio (2017), da dupla carioca Anne e Gabraz; o premiado filme da chilena Tiziana Panizza, Terra Solitária (Tierra Sola, 2017); e o italiano Eles Ainda Queimam (Esse Bruciano Ancora, 2017), da dupla Felice D’Agostino e Arturo Lovato.

 

Eles Ainda Queimam (Essi Bruciano Ancora)

Felice d’Agostino & Arturo Lavorato
2017 | 93 min | DCP | Colorido
Na Itália, a história oficial afirma que a unificação do país em 1861 foi uma revolução vitoriosa em nome do progresso e da civilização. "Eles Ainda Queimam" fica à margem dessa narrativa; enraizada em uma memória popular e subterrânea, o filme questiona a unificação do país como uma forma de colonização, ainda em andamento, do sul da Itália.

Era Uma Vez Brasília

Adirley Queirós
2017 | 99 min | DCP | Colorido
Em 1959, o agente intergaláctico WA4 é preso por fazer um loteamento ilegal e é lançado no espaço. Recebe uma missão: vir para a Terra e matar o presidente da República, Juscelino Kubitschek, no dia de inauguração de Brasília. A sua nave perde-se no tempo e aterra em 2016, em Ceilândia. Essa é a versão contada por Marquim do Tropa, ator e abduzido. Só Andreia, a rainha do pós-guerra, poderá ajudá-los a montar o exército para matar os monstros que habitam hoje o Congresso Nacional.

Eu Sou o Rio

Anne e Gabraz
2017 | 78 min | DCP | P&B
Tantão é ícone do underground carioca desde os anos 80, quando fundou a black future. O filme acompanha alguns de seus passos errantes pelos becos da velha cidade.

Mariana

Chris Gude
2017 | 64 min | DCP | Colorido
Guajira é uma península fronteiriça entre a Colômbia e a Venezuela de nativos corajosos e aventureiros deserdados. Alguns deles aproveitam o território periférico para contrabando por portos isolados e sobre a paisagem acidentada. Eles escrevem sua proclamação rebelde nas areias de caminhos do deserto entrecruzados e seus motores enferrujados acompanham suas vozes solitárias com uma música pouco ortodoxa, animando sua indisciplina e adesão ao movimento puro.

Os Olhos da Libélula (Dragonfly Eyes)

Xu Bing
2017 | 81 min | DCP | Colorido
Cada um de nós é capturado em câmeras de vigilância, em média, 300 vezes ao dia. Todos esses "olhos" que se vêem observam Qing Ting também, uma jovem mulher, quando ela sai do templo budista onde ela tem treinado para se tornar uma freira. Ela retorna ao mundo secular, onde trabalha em uma fazenda leiteira altamente mecanizada. Lá, Ke Fan, um técnico, se apaixona por ela, quebra a lei na tentativa de agradá-la e é enviado para a prisão. Quando solto, ele não consegue encontrar Qing Ting e procura por ela desesperadamente até descobrir que ela se reinventou como a celebridade online Xiao Xiao. Ke Fan decide se consertar.

Ouroboros

Basma Alsharif
2017 | 77 min | DCP | Colorido
Uma homenagem à Faixa de Gaza, Ouroboros segue um homem através de cinco paisagens diferentes, desafiando o esteticismo na representação do trauma. Uma jornada fora do tempo, marcando o fim como o início, explorando o assunto do eterno retorno e como avançamos quando tudo estiver perdido.

Terra Solitária (Tierra Sola)

Tiziana Panizza
2017 | 107 min | HD e Super 8 | Colorido e P&B
Um pesquisador encontra 32 documentários filmados na Ilha de Páscoa, há quase um século. As imagens mostram as esculturas rochosas, conhecidas como Moais, e também os habitantes da ilha, que na época estavam sendo submetidos a uma colonização cruel, sendo tratados como escravos. Desesperados, muitos deles escaparam para o mar aberto em barcos improvisados. Terra Solitária conta a história de como um dos destinos turísticos mais bonitos do mundo foi uma prisão, e mostra um registro da atual prisão da ilha: uma pequena comunidade protegida por guardas, onde nenhum preso jamais escapou. Pra onde iria um fugitivo da ilha mais remota do planeta? Terra Solitária é um documentário sobre o paradoxo da liberdade.

Tremor – É Sempre Guerra (Tremor – Es is immer Krieg)

Annik Leroy
2017 | 92 min | 16mm | Colorido
TREMOR é conduzido pelas vozes que o atravessam - as vozes de poetas e loucos, de uma mãe ou de uma criança. Do pensamento auto reflexivo aos relatos espontâneos, das declarações dos testemunhos à pura ficção, eles falam por sua experiência de violência e guerra. À medida que os escutamos, nosso olhar é levado a lugares e paisagens com cicatrizes impossíveis de localizar. Os ruídos do outro lado do filtro. A imagem fica distorcida e porosa. A música começa a tocar. O filme persiste na presença de um pianista, antes de difundir de novo... TREMOR é uma jornada sensorial entre memória e pesadelo. Um ato de resistência.