Fronteira Festival
Data do Fronteira Festival / date
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Mostras especiais e competitiva de longas marcam segundo dia do IV FFF

Publicado em 13/04/2018

Debates, residência crítica e masterclasses completam a intensa programação de mostras competitivas internacionais e mostras especiais não competitivas, de 12 a 21 de abril, no Cinema Lumière do Banana Shopping

O segundo dia do IV Fronteira – Festival Internacional do Filme Documentário e Experimental conta com a exibição de filmes em diferentes mostras especiais não competitivas e com o início da Mostra Competitiva Internacional de Longas-metragens, a partir das 21h20, no Cinema Lumière do Banana Shopping, Centro de Goiânia. Os ingressos podem ser adquiridos a R$8 inteira, R$ 4 meia e R$ 70 o passaporte para todas as sessões.

Visões da Destruição – às 14h20, o Programa 1 – Eminências da Morte inaugura a Mostra Especial: Visões da Destruição, que reúne olhares de reinvenção a partir da “morte” do cinema. Serão exibidos os filmes Tão Longe Tão Perto (Si loin si proche), de Jean Claude Rousseau (França / Japão, 2016, 26’); Festejo Muito Pessoal, de Carlos Adriano (Brasil, 2016, 8 min), e 25 Cines/seg, de Luis Macias (Espanha, 2017, 29 min).

Exibição especial – Às 16h, ocorre a estreia nacional de Hengyoro – Caminhos Estranhos (Hengyoro, Japão, 2017), do lendário realizador de Okinawa, Takamine Go, ainda desconhecido no Brasil. No filme, Tarugani e Papajo vivem em Patai Village, onde dirigem um negócio dando a pessoas suicidas um novo começo. Eles são forçados a fugir da aldeia depois de serem acusados de roubar um afrodisíaco ilegal. A história da sua fuga assume proporções mitológicas na sabedoria das ilhas.

Atualidade Rossellini – Na primeira sessão da Mostra Retrospectiva: Atualidade Rossellini, às 18h, será exibido Stromboli (Itália, 1950, 107 min), seguida de comentários do curador italiano Adriano Aprà. No filme, Karen é uma refugiada. Para conseguir permanecer na Itália, ela se casa com um marinheiro da ilha Stromboli, na Sicília. Pouco tempo depois, as diferentes mentalidades e o duro estilo de vida da ilha começam a prejudicar o casal. Odiada pelos moradores locais e praticamente indiferente ao marido, Karen foge e chega ao topo do vulcão, onde pede a Deus força para sobreviver.

Competitiva longas – Terra Solitária (Tierra Sola), de Tiziana Panizza (Chile, 2017, 107 min), inaugura a Mostra Internacional Competitiva de Longas-metragens do IV Fronteira. Neste documentário sobre o paradoxo da liberdade, um pesquisador encontra 32 documentários filmados na Ilha de Páscoa, há quase um século. As imagens mostram as esculturas rochosas, conhecidas como Moais, e também os habitantes da ilha, que na época estavam sendo submetidos a uma colonização cruel, sendo tratados como escravos. Desesperados, muitos deles escaparam para o mar aberto em barcos improvisados. Terra Solitária conta a história de como um dos destinos turísticos mais bonitos do mundo foi uma prisão, e mostra um registro da atual prisão da ilha: uma pequena comunidade protegida por guardas, onde nenhum preso jamais escapou. Pra onde iria um fugitivo da ilha mais remota do planeta? 

O filme concorre aos prêmios de Melhor Filme e Prêmio Especial do Júri em cada categoria. O júri oficial é composto pela professora e pesquisadora de cinema da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, Amaranta César; pelo cineasta canadense Stephen Broomer; e pelo conservador-chefe da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Hernani Heffner. 

O festival prevê ainda participação de um júri jovem, composto por quatro estudantes de Cinema e Audiovisual do Instituto Federal Goiano e da Universidade Estadual de Goiás. Os estudantes também concedem prêmios aos melhores filmes. Também serão premiados os melhores curta e longa segundo o júri popular do festival.